com mais de mil caídos
choram os pobres que acreditaram
em suas almas se retiraram
de um caminho a se apagar.
com tantos ruídos em meus sonhos
e tantos dias de reza brava
já nem sei mais
cuidar de minha própria incerteza.
com mais de mil caídos
choram os pobres que acreditaram
em suas almas se retiraram
de um caminho a se apagar.
com tantos ruídos em meus sonhos
e tantos dias de reza brava
já nem sei mais
cuidar de minha própria incerteza.
eu um dia
vou conseguir dizer
nossa, que belo dia para se caminhar na floresta
me empreste seu casaco?
nem que isso me deixe
sem palavras
eles futucam fundo
as feridas do coração
acham o que não devem
e se desmancham pelo chão.
compenetrado aquele menino ingênuo, louco, atento
aquele menino ingênuo, louco, atento
menino ingênuo, louco, atento
ingênuo, louco, atento.
louco, atento
atento.
hoje
hoje eu chorei
chorei muito
chorei sozinho
no meu canto.
chorei quando cheguei em casa
olhando a sala vazia
escura
pálida.
chorei no meu quarto
desorganizado
amarrotado
apertado
vi a sua mala
sua sandália
perfeita
ao lado de meus livros
um entorno tão careta
uma dádiva.
suas roupas tem seu cheiro
o melhor que eu já senti
melhor que aqueles perfumes doces
ou clássicos por aí.
chorei no banheiro
as minhas lágrimas
se confundiam
com as do chuveiro.
chorei ao lembrar de você
saindo de casa
tchau
a gente se vê
e eu dizia tchau
um beijo
pra você.
chorei pelo medo que senti
pelas coisas que não descobri
de mim e de nós
juntos e a sós.
chorei deitado na cama
rolando na lama
que me pus a cair
e é tão difícil de sair.
chorei porque fali
fali de amor
de dor
dos calores por ti
sua memória
nossa história
ainda guardo aqui.
eu guardo pois tenho medo
eu ja tive um pesadelo
e pensei que a perdi
não pareceu
mas eu me entristeci.
chorei chorei
chorei chorei
ah como me esqueci
de tudo o que lhe falei.
tudo tão sincero e claro
assim como fez o diabo
de nos separar.
tudo que eu aprendi
os momentos que eu vivi
a mais bela que te vi
eu vou levar.
o tempo não é o bastante
a distância é exorbitante
mas meus olhos ainda enchem
tentem
eu já chorei demais.
eu me esqueço de todo o rancor
de todo o temor
da desconhecida face do amor
que talvez nunca se descobrirá.
eu me renovo em rosa e amarelo
mas não sento e espero
toda a tristeza que virá
prefiro me acabar em ódio interno
a ver você chorar.
eu nunca mais quero ter
que me fazer entender
que o amor não se separa
ou ele existe
ou ele acaba.
hoje eu chorei.
eu um dia
disse que te amava
louco era que tanto causava
os maiores medos em mim
eu relutava
só para não lhe ver mais
em meu glorioso jardim.
cá estou com meus distúrbios
os celtas e os etruscos
já não existem mais
o que nos resta saber
é que foi bom
foi bom até demais.
esbanje beleza
dispense a tristeza
sou claro e forte
conselhos do norte
a vitoriosa chama
clareia tua sorte.
harmônicos são os que
buscam pelo olhar
vazio de ser
não sei onde está.
quem vem lá?
é o Aloysio e seus pertences
seus poucos pertences
sua sede é de lamentar
enquanto os relojoeiros
ecoam seus egos
pra lá e pra cá.
dia de sol
maldito melaço
que grudou em meu pasmo
desejo de te encontrar.
ao alto e bom tom
reclamo teus pertences
pois o seu Aloysio
não tem mais a boa mente
de lembrar de seus entes.
como dizia meu velho
os cegos cairão
perante tanta confusão
é uma ordenação.
as viseiras não só cobrem meu visual
su’estética feminina
afinal
não’spera por mais casos de amor
nem resume tuas tristezas e teu louvor.
sobe sobe bem alto
os olhares de longe se despertam
a meus traços não s’apegam
mais ao te’olhar.
se algum di’eu conseguisse
olhar de novo para ti
seria bom vê-la’penas
no di’em que’u nasci.
tinque
toque
toque
nunca mais.
quieto
apenas olhe
desole
incerto.
vá embora!
não te quero mais!
eu te amo!
o mundo conspira contra nós!
tudo se arregala em sua presença!
meu amor é indiscutível
por ti
por ela
por elas
meu amor é evidente
separe nossos corações
assim como separei as traições
de todos os meus pesadelos.
ô maluco
você aí
fica se
balançando
enquanto teus escravos
fazem a rebelião.
acorde mestre
tudo se trancou
a sua mulher
se afogou.
final de um terror
de um amigo saído
de uma trama de retalhos
a um caco de vidro.
sempre diga nunca
e nunca diga nada.
ah como eu torço
pare de tanta depressão.
ah como eu acuso
seu sofrimento
de tanta solidão.
é triste
é rápido
singelo caminho
do descaso
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente
tente mais uma vez.
tente
tente
viu só?
acredite.
eu choro lágrimas
eu entristeço meu ser
de carinhos e afagos
com cada gota ácida
de seu triste falecer.
a morte anda a teu lado
nenhum sangue foi derramado
apenas o fim dos tempos
jorra do fogo de teus olhos
é triste um bocado.
suas palavras torturam
meu sono vazio de sofrimento
o sonho de que um dia
terás seu tão desejado aumento.
é um peso imensurável
de seio impenetrável
que tanto cerca
esse teu ato
de morrer.
quantos dias ainda nos faltam?
qual a chance disso ocorrer?
quando os teus lábios raivosos soarem
as palavras de chantagem
a ternura
é o que enfatiza meu dizer.
confluências do temor
alagas meu parque de jardins
atormenta os pássaros cantando
molhou o lindo dente de leão
que fugiu de mim.
olha quem vem passando
estrelando os malabares de uma
samambaia sem cheiro nem cor
sem um simples traço do amor.
meu pai uma vez me ensinou
que nunca se deve deixar
por abalar suas possíveis conquistas
pois ainda estão por completar.
ainda não há iá
suficiente para duvidar
das nossas dores e temores
de não conseguir amar.
por tanto tempo me pergunto
onde foi passear
aquele velho de cabelos negros
que me ensinou a farrear.
os cantos tortos da vida
nunca e sempre se encontrarão
porém um fio de certeza
é o que me separa da ilusão.
contigo eu não sofro
a sua felicidade esbanja
mal falar da sinceridade
indagando os contras da vida.
leia atentamente
a sua ida é que me partirá.